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sábado, janeiro 29

Minhas mães e meu pai


Este filme, que também disputa o Oscar este ano, parece querer demonstrar que não existem diferenças entre casais homo e heterossexuais. Somos assim, escolhemos ser assim e podemos ser felizes assim. É mais ou menos, dependendo do ponto de vista, a ideia que a produção quer passar.

Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) formam um par, mães de dois filhos gerados atraves de inseminação artificial: Laser (Josh Hutcherson), de 15 anos, parido por Jules e Joni (Mia Wasikowska) 18 anos, por Nic. Enquanto Nic parece assumir o papel de pai da família, por ser médica bem sucedida e provedora, Jules assume a fragilidade feminina, que deixou um curso de arquitetura para assumir a maternidade. O pai natural, Paul (Mark Ruffalo), é tratado como o doador do sêmem das duas concepções.

Tudo vem caminhando aparentemente dentro da normalidade. E normalidade, para qualquer casal com 20 anos de relacionamento significa também pequenas questões mal resolvidas ao longo do tempo. Há insatisfações de parte a parte, of course, my dear. O equilíbrio é desfeito quando Joni, a pedido de Laser, resolve querer conhecer aquele que seria o doador do esperma. Isso sem o consentimento ou conhecimento das duas mães. É necessário, nos Estados Unidos ter 18 anos para requerer o contato,que também precisa da aquiescência do doador.

O primeiro encontro é marcado por alguma tensão, mas Paul, um solteirão convicto se interessa por seus filhos. E a Joni, mais que o menino, consegue ter alguma afetividade. Um trocadilho nesse primeiro contato passará despercebido para que não conhece alguma coisa do inglês. O pai, tentando um certa intimidade, nomima o filho de Lazzie, no que é prontamente corrigido por ele "Laser". Lazzy em inglês é preguiçoso, e o garoto tem dificuldades na escola, enquanto Joni é a bem sucedida nos estudos, a ponto de ser selecionada por todas as universidades em que se inscreveu.

A coisa mela de vez que Paul conhece toda a família, e resolve contratar Jules para fazer a jardinagem de sua casa. Ela está iniciando um trabalho nessa área, a contragosto do seu "marido", tentando resgatar o tempo profissional perdido cuidando de crianças do par. Nic, em todos os momentos, abomina a aproximação com Paul, enquanto Jules vê como uma coisa normal e aceitável. Acontece que durante o trabalho, Jules se envolve afetivamente com Paul. Quem paga o pato é o ajudante de jardinagem mexicano que é demitido por ter aparentemente suspeitado da situação.

Paul, de solteirão convicto passsa a apaixonado por Jules. Tudo até que vai bem, quando Nic descobre todo o caso e vê todas as suas suspeitas se concretizarem. Os filhos também passam a hostilizar tanto a mãe infiel quanto o pai que estavam descobrindo aos poucos.

A história é interessante, mas ao mesmo tempo não consegue fugir do conservadorismo em se tratando de relações afetivas. Algumas questões são discutidas até com alguma propriedade, porém avança pouco no que se poderia entender como uma família moderna. O tema é polêmico e o filme vale ser assistido. Mesmo se você for preconceituoso nesta área.

The Kids are All Right

EUA , 2010 - 104 minutos
Comédia / Drama

Direção:
Lisa Cholodenko

Roteiro:
Lisa Cholodenko

Elenco:
Julianne Moore, Annette Bening, Josh Hutcherson, Mia Wasikowska, Mark Ruffalo, Yaya DaCosta, Kunal Sharma, Eddie Hassell, Rebecca Lawrence, Joaquín Garrido

PS. Recentemente Moore, em solo italiano criticou uma declaração deBerlusconi, afirmando que é melhor gostar de mulher do que ser homossexual.

PS 2. O mais preconceituoso que vi neste filme foi Jules dizer que queria que o filho fosse gay para ser mais sensível, como se queimar a ruela fosse fator de sensibilização.

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Não Natan, se eu fosse mais novo não iria ter opinião diferente sobre selvagerias infanto juvenis nominadas de trotes ns universidades. Não sei se você sabe, mas esta é a minha terceira aprovação em uma instituição pública, a primeira foi com 18 anos, e sempre pensei da mesma forma. Felizmente, há pessoas que evoluem e saem desse círculo vicioso, que nada mais é do que uma vingança em terceiros (já que não podem barbarizar os seus antigos algozes), da humilhação que sofreram em tempos idos. Infelizmente muitos não conseguem, ou não querem, dominar o zoológico que habita dentro de si.



Um comentário:

Raquel Cavalcante disse...

Tá aproveitando mesmo as férias pra assistir os filmes, em! Eu me interessei em assistir esse filme, apesar de achar que uma mulher que passa anos casada com outra tem maior probabilidade de traí-la com outra mulher, porque, enfim, ela é lésbica e se relacionar com um homem pode ser uma opção que ela nunca faça. Pelo menos é o que eu vejo nas minhas amigas lésbicas. E gay pode não ser sensível simplesmente por ser gay, mas são os melhores amigos do mundo. Pelo menos, os meus são. Beijocas