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quinta-feira, julho 26

O restaurante no fim do universo




Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável.



Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.



sábado, julho 21

Cobra que não anda...

Minha amiga Karina, hoje deve estar descendo umas ondas lá pelos lados de Taíba. Pelo menos foi o que disse, na última quinta-feira, quando a gente se encontrou para comer uns carangueijos na praia. Kaká, apesar de morar aqui algum tempo, ainda não perdeu muito dos trejeitos paulistanos. Tipo mandar todo mundo tomar naquele canto, ou não entregar os pontos tão facilmente, a là Joseph Klimber.

Foi exatamente isso que ela fez, ao retornar na terça, de São Paulo, após umas longas férias. E quase que fica por lá, mas aí já é outra história.

Ao desembarcar no aeroporto, viu que a sua inseparável prancha não foi colocada na esteira das bagagens. Todo mundo indo embora com suas malas e só ela ali esperando, esperando, e nada mais caindo na rotativa. Dirigiu-se ao responsável pelo setor e perguntou pelo restante dos volumes do seu vôo.

-É que ta faltando uma prancha...
-Um momento, vôo perguntar.

O funcionário passa um rádio para a pista, e avisa pra Karina que não há mais nenhuma bagagem para o destino.

-Mas moço, tem a minha prancha sim, eu vi quando ela foi colocada no avião!
-Olha, eu já mandei verificar e nada foi encontrado!
-Mas eu vi, e eu quero a minha prancha, não saio daqui sem ela!
-Se quiser invadir a pista fique a vontade!!!

Falou aquele funcionário do alto da sua empáfia, travestido de autoridade máxima do aeroporto naquele momento. Certamente, ele teria escolhido melhor as palavras se soubesse melhor quem era a Karina, ou melhor, do que ela seria capaz.

A última frase do cidadão foi a deixa pra Kaká passar pelo buraco por onde passa a bagagem e, puxando a sua mala de rodinha, invadir a pista. Foi até o avião que pensava ser o seu e se certificou aos gritos com o flanelinha de aeronaves que transita pelo estacionamento de tapa-ouvidos.

-ESTE É O VÔO DA TAM VINDO DE SÃO PAULO?????
-É SIM!
-POR FAVOR, PODE DAR UMA OLHADA PARA VER SE TEM UMA PRANCHA AÍ?

O flanelinha falou com o descarregador de aviões. Ele, no fundo do bagageiro, localizou a prancha, que afinal chegava às mãos da sua legítima dona. Nisso, o outrora todo posudo funcionário chegava ao local esbaforido, para ver a face vitoriosa da Kaká, ao conseguir sucesso no resgate. Ao voltar novamente a sala de desembarque, ela ainda foi abordada por um agente da Polícia Federal, mas não deu nenhuma confiança a ele, apesar do coração disparar. Ele só perguntou qual era o vôo dela e obteve a resposta sem conseguir deter os seus passos apressados.


A mãe, que do saguão do aeroporto assistiu boa parte do causo, com a voz calma só disse: “minha filha, por que você fez isso". Foi quando ela explicou que não foi só pela prancha que tomou aquela atitude, mas também porque junto havia 12 calcinhas novas e ainda uma roupa de borracha que havia ganho em Ubatuba.


Kaká, com seu sorriso indefectível, invade pista de aeroporto em meio a mais grave crise aérea já vivida por este país.

quarta-feira, julho 18

sola no lombo da galera


Onde estão os paladinos que se locupletavam politicamente do caos social em que se transformou a cidade, decorrente, principalmente do descaso com a nossa população menos favorecida, através de décadas?

Muita coisa mudou. Em tempos recentes, bastava se falar em reintegração de posse de qualquer terreno baldio que dezenas de entidades e lideranças políticas as mais diversas, e principalmente as que se afirmavam de esquerda, se levantavam em defesa de uma meia dúzia de invasores profissionais. E haja a se travar guerra de liminares judiciais, em busca de assegurar qualquer direito, mesmo sem ter, a alguém. O resultado deste esforço destes abnegados pela causa popular se apresentava nas calendas de outubro, em forma de votos.

Mas o quanto esta realidade vem mudando... Em poucos dias, uma administração que se auto-intitula marxista esotérica, resolve massacrar um bocado de barraqueiro que ocupavam um espaço sob um viaduto, em uma área menos nobre da cidade. As cenas foram transmitidas por todos os canais de televisão, e ninguém, uma única entidade sequer, tomou as dores daquela gente, que vivia de comercializar alguns alimentos para outra gente tão modesta quanto eles. E a direitona, que sempre defendeu Deus, a família e a propriedade privada , penhoradamente agradece.

segunda-feira, julho 16

Em redor do buraco tudo é beira


Antes de afirmar a verdade absoluta
Ingira boa dose de credibilidade
E a entoe
Como uma revelação dos céus.
Só assim poderá ver
Alguma repercussão.

terça-feira, julho 10

Viva tu!



Hoje é aniversário da minha amiga yogue Brenda. Liguei perto de meio-dia para parabenizá-la.

-Olá Brenda! meus parabéns!

-Obrigada....

-Tudo Bem?

-Estou chorando...

-Por que? O que aconteceu?

- É que no dia do meu aniversário meu almoço é um ovo, foi tudo o que fizeram para eu comer...

-Poxa, que malz, mas vc é vegetariana, né?

-Foi isso que me disseram quando me viram triste!!!

Apesar da tragédia grega, não pude deixar de achar este episódio engraçado... Claro que a convidei para almoçar, mas ela recusou, avisando que a sua mãe ia chegar logo mais e iria levá-la para uma mesa mais farta.

À noite, nos encontramos no Açaizeiro, com direito a bolo e velinhas.

Grande beijo a minha amiga Brenda que merece, mais que ninguém, continuar sendo esta pessoa feliz, apesar do gosto musical profundamente duvidoso. Hehe!.

quinta-feira, julho 5

Busca


Percorro dentro de mim e encontro pessoas

Que me foram caras, datas passadas,

Mas que continuam sempre vivas,

Mesmo que eu as veja nunca mais.

terça-feira, julho 3

Quem fica com os amigos?


Faz alguns dias que vem procurando falar sobre este assunto. Tem certas coisas que são recorrentes na vida de todo mundo. Sem dúvida, não é novidade para ninguém o fim do namoro ou casamento de algum casal de amigos. Quando isso acontece, gera-se um clima entre todos. Primeiro, ter de assistir pessoas não muito chegadas perguntarem pela presença do ex. Constrangedor ter de assistir o amigo/a explicar pela enésima vez que aquele relacionamento extinguiu-se por desinteresse de uma ou de ambas as partes. Relação desgastada pelo tempo, dizem.

Segundo, é a ginástica que se deve fazer para que nenhum dos dois fique ou se sinta alijado do grupo. Afinal de contas, quando se tem amizade com o casal, e não apenas com uma das partes, e o grupo de amigos é comum aos dois, a gente fica procurando um meio de gerar momentos de convivência com a dupla, só que um de cada vez, mas não ser motivo de mal-estar. Afinal de contas, pelo menos logo em seguida ao fim da relação, é de se esperar que não queiram ver um a cara do outro, para não suscitar velhos sentimentos que estão querendo esquecer, ou pelo menos tirar um pouco da lembrança.

Pois é. O que parece ser problema de apenas um casal envolve a vida de tanta gente. Já não basta ser doído para todos, de acordo com a proximidade, mas tem também de participar dos desdobramentos. E a coisa se agrava ainda mais quando um inicia um novo relacionamento, pois se a visão do outro já não era das mais felizes, passa a ser mais sentida quando já existem braços de terceiros envolvendo o/a ex-.

Parece mesmo que não há uma saída mágica desta situação de modo que todos fiquem incólumes a todos os desgastes passíveis de acontecer. São peças da vida de cada um que gravitam em eixos distintos. Coração é terra que ninguém pisa e não adiante dizer que não se sofra com o que passou. Mas abrir um pouco os olhos e focar no futuro, é sempre bom.