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sexta-feira, janeiro 28

127 horas


Este filme é mais um que disputa o prêmio principal do Oscar. A meu ver, vai só cumprir tabela, sem nenhuma chance de sair da festa com a estatueta. A história, verídica por sinal, é daquelas que escolhe a platéia para judiar. 127 horas é o exato período em que o protagonista, um alpinista (portanto idiota por definição. Cá pra nós, existe coisa mais idiota do que passar dias e dias em escaladas árduas para desfrutar alguns minutos no topo de uma montanha?) que fica enganchado por uma rocha que rola sobre o seu braço.

O compartilhamento desse sofrimento é o fio condutor da trama. O cara, Aron Alston, lá preso, fazendo as suas despedidas para a sua câmera digital, dando toda a pala de que vai morrer, de que não tem saída, e o público sofrendo junto. Como é baseado em fatos reais, o fim da história já é conhecido. O alpinista livra-se da armadilha auto-imposta decepando parte do braço, e em seguida consegue um resgate.

Mas o personagem real é tão idiota que mesmo sem o membro ainda volta para as escaladas. Com uma diferença, agora ele avisa aonde vai, como se o único problema fosse a localização. Para quem não sabe, no alpinismo muitas vezes se conhecer aonde estar o cadáver vivo é o que menos conta. Vide os dois brasileiros que recentemente faleceram na prática desse esporte (?) imbecil. Todos sabem exatamente aonde estão os corpos e não se dão nem ao trabalho de resgatá-los.

Bem, acho que vocês perceberam que não gostei da história. O filme até que começa bem, tem um bom diapasão, mas fica nisso, até os créditos finais. Talvez os admiradores do alpinismo consigam ver alguma graça nessa produção. Eu não. Por isso não terei o trabalho de colar aqui a ficha técnicas dessa produção

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Aproveitando os dias de folga que me foram presenteados, ontem, também assisti ao filme O Turista. com Johnny Depp e Angeline Jolie. Acho que esses dois não estão mais sabendo escolher os roteiros na hora de pegar os trabalhos. Vide os também fracos Alice no País das Maravilhas do Tim Burton (Depp) e Salt (Jolie).

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Fazia tempo que não via tanta selvageria infanto juvenil como ontem na UFC. Como é que alguém acorda cedo e perde um dia de sol na praia, ou fazendo qualquer coisa interessante para ficar aplicando trotes cretinos em seus futuros colegas? Como diria um antigo professor meu, idiota a gente não precisa procurar, eles sempre dão um jeito de aparecer.

2 comentários:

Raquel Cavalcante disse...

Julio, eu senti um veneno escorrendo da sua boca nesse post!
kkkkkkkkkkkkkkkkk. Se estresse não que nada melhor que um dia após o outro. Como já estamos no ritmo do carnaval: Amanhã vai ser outro dia... Beijos

Natanael disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
É amigo, talvez tivesse pelo menos um pouquinho mais de graça a tal selvageria, se você ainda tivesse lá seus 17..18 anos hehehe!!