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domingo, fevereiro 8

Entre o céu e a terra


Já escrevi a respeito, mas não como eu realmente percebo a seqüência de eventos em sincronia ao longo do tempo. Como se dá a organização do universo. Um dos acontecimentos que mais me ressaltam aos olhos são os acidentes aéreo, a forma como ele se agrupam por determinados setores temporais.


Para exemplicar o que falo, há dias um piloto americano pousou no rio Hudson, salvando dos os passageiros, sendo elevado a condição de herói. Isto porque é muito raro aviões de grande porte deixarem sobreviventes quando o infortúnio chega. A maioria dos casos ninguém sobrevive ao estrago. Este acidente aconteceu em 19 de janeiro, há menos de um mês, com um Airbus 320. 155 pessoas poderiam ter desaparecido se não fosse uma perfeita combinação de fatos.

No dia quatro deste mês, acidente semelhante se repete na Austrália, a 16 mil quilômetros do primeiro caso citado. Apenas 25 dias separam os dois pousos forçados na água. O aparelho, um jatinho Piper Chieftain, transportava seis pessoas, e todas escaparam, igualmente, ilesas.

Ontem cena semelhante voltou a se repetir. Um bandeirantes com 24 pessoas a bordo caiu no rio Manacapru, a 20 minutos de Manaus. Ao contrário dos dois acidentes anteriores, houve vítimas. Apenas quatro sobreviveram. Quem for mais atento, facilmente constata que acidentes aéreos não acontecem isoladamente. E como eles, acredito que boa parte de nossa vida está inevitavelmente ligada às energias que nos circundam e provocam efeitos a como se fossem fractais em escala humana. Existe uma previsibilidade oculta em todas as coisas, creio eu. Aos que se foram em terras manauaras, minhas condolências.

Um comentário:

Fernanda Sousa disse...

eh a conspiração do destino...resta saber se contra ou a favor de nós.
bjo.