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quinta-feira, dezembro 25

Jingle bells


Acordar numa madrugada de 25 de dezembro, quando todos estão dormindo, não deixa de ser estranho. Bem, pelo menos acho que todos estão bem e no conforto do recesso de seus lares. Estranho também é saber que estatisticamente, a noite de 24 de dezembro é uma das mais violentas do ano, rotineiramente, há várias décadas. Lembro-me de ter visto essas estatísticas da cidade há muitos anos, e desprentenciosamente acompanho a evolução desses números a cada dezembro. Os dados se repetem numa constante constrangedora.

O que deveria ser uma data de paz se transforma, para muita gente, em momentos de aflição. A maior responsável é a violência do trânsito. Neguinho começa a encher a cara cedo, e passa a noite mudando de endereço, visitando parentes, amigos, paqueras e similares. Ninguém liga para o volume de álcool ingerido até encontrar-se com um poste atravessando uma rua de faróis apagados. Vida louca vida.

Mas é sempre bom rever os parentes e amigos. Pelo menos eu acho. A medida que o tempo passa, muitas coisas perdem o significado, muitos amigos se afastam pelos mais variados motivos. Mas há também os laços que se fortaleceram e as glórias que vivemos no passado que valem a pena serem contadas mais uma vez.

Sei de muita gente que sente depressão neste período do ano. Ruim olhar para o lado e ver tanta gente se cercar de parentes e amigos, e se sentir em uma ilha deserta. Ou fingir que está alegre quando se nada em uma maré de dificuldades avassaladoras. Mas há sempre uma saída. Eu sei.

PS. Foto de artesanato em pedra e metal de Diamantina, by me

Um comentário:

Dobradiço disse...

peguei a CE 060, que tá ótima, e tô vivo pra contar. não entrei para as estatisticas. ao menos não para estas....