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sábado, dezembro 20

Breve homenagem a uma magra de ruim


Ser normal deve ser um saco. Vestir-se normal, trabalhar normal, expediente normal, ter idéias normais. Essas geralmente herdadas de gerações, aprendida com os pais. Nascer, crescer, se matar de estudar (às vezes), passar no vestibular, definir uma profissão (dessas que já estão definidas pelo conjunto da sociedade, quer seja vinda de um curso técnico ou superior), casar, ter filho, e repetir o ciclo todo novamente. Nada muda, além dos problemas crescentes advindos da modernidade. Mais estresse, menos ar respirável, dificuldade de um emprego minimamente decente, violência, mais filas para todo lado que se vá. Em compensação, a velocidade do PC e da net vai também aumentando à medida que o preço cai. Bela compensação.

Cada vez mais difícil de não ser normal. Alguns tentam fazer coisas ousadas, diferentes, seguir os próprios instintos. Mas não há mais nada diferente. Já está tudo devidamente catalogado, rotulado, embrulhado e disposto em arquivos para consultas posteriores. Ser normal não rende nem uma história. Apesar de toda essa mesmice que marca o início do milênio, há algumas raras pessoas que ainda buscam o seu sonho pessoal. Não aquela idéia de conseguir sair da vala comum e conquistar o topo da pirâmide social, julgando-se ser de uma fibra superior. Mas o desejo firme de escrever uma história que não tem paralelo no seu meio.

São essas pessoas que têm a minha admiração.

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