sexta-feira, janeiro 9

Ela é pontiaguda e tem direção


O homem sempre está disposto a quase tudo para resgatar os seus símbolos.  Símbolos estes que são criados como forma de entender o real, mas que após um certo tempo passa a ter vontade própria e decidir os destinos de quem com eles se envolve.  Isso acontece todo dia, na vida de todo mundo. Mas assume proporções catastróficas quando em nome de determinadas posições, os porta-estandartes de uma determinada simbologia são  confrontados. 

Explico. O judaísmo é uma representação simbólica de uma cultura surgida no oriente médio em datas imemoriais. Em nome desta cultura, criou-se um estado beligerante em que um determinado grupo tenta sobrepujar outro, no oriente médio. Se a bíblia estiver correta, judeus e palestinos vêm do mesmo tronco familiar. São primos. Só que um tronco dos descendentes de Abraão resolveu abraçar o islã, enquanto o outro segue as leis mosaicas. Esquecem-se os laços de consangüinidade em nome de um cabedal religioso-cultural-moral. Membros de uma mesma etnia se matando em nome de símbolos abstratos, sem referências no mundo físico.

E tome katiusha prum lado e F-16 armados até os dentes pro outro. Não há razões para a paz. Todos os desejos se voltam para por facas entre os dentes e degustações de fígado do inimigo. Ninguém quer a paz. Essa só interessa mesmo ao mundo capitalista que se propõe a explorar o petróleo da região até a última gota. Clima de guerra atrapalha interesses comerciais. E, em meio a bombardeios, o preço dispara nas bolsas de cotação de Londres e Nova Iorque. Então tratem de parar logo com isso que o sistema quer continuar auferindo os seus lucros com a expansão do capitalismo.

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