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sábado, abril 16

Sexo Sem Compromisso


Todas as relações entre homem e mulher que envolvam sexo, e que os contatos se repitam um certo número de vezes, inevitavelmente vai caminhar para um contrato estável, tendendo inexoravelmente para o conservadorismo da monogamia. Por mais super descolados que só e modernos que possam ser os parceiros.

É mais ou menos essa a tese que a roteirista Elizabeth Meriwether parece defender em Sexo Sem Compromisso, filme dirigido por Ivan Reitman (Ghostbusters, Ggotsbusters II, Minha Super Ex-Namorada). Assim como em Amor e Outras Drogas (de Edward Zwick), a protagonista não quer saber de se envolver com os caras, só relações fugazes que satisfaçam seus instintos. Nada além disso.

Emma Kurtzman (Natalie Portman) é uma médica recém formada que só pensa em sua vida profissional. Trata os seus relacionamentos de uma forma que se fosse homem seria machista. Não dá nenhuma importância aos parceiros, os quais tem a única tarefa de sastisfazê-la em momento de necessidade.

A história se inicia quando ela, ainda adolescente, encontra com Adam (Ashton Kutcher) em um acapamento de férias. O menino está sofrendo porque os pais estão se separando e ela procura consolá-lo, um tanto quanto sem jeito. Essa primeira cena tem como objetivo sinalizar que Adam é emotivo, e sofre com a situação de sua famiíla, enquanto Emma é a menina que não sabe lidar com os conflitos existenciais dos outros. Ela mesmo não sofre por isso.

Anos depois, que é mostrado desnecessariamente em letras garrafais, voltam a se encontrar em uma típica e ridícula festa de universidade e no enterro do pai de Emma, quando ela diz que se ele tiver sorte, nunca mais irão se encontrar, mais uma vez preparando para um suposto sofrimento que virá inapelavelmente.

Mas como todos esperam, o destino os unem novamente e eles tem a primeira transa, e fazem um acordo, por iniciativa de Emma. Nenhum envolvimento emocional só muto sexo e uma mínima dose de amizade. Afinal, a vida profissional dela, agora médica dividindo apartamento com colegas de profissão não dá tempo para romantismos, contratos de amor e fidelidade.

Adam (agora roteirista de tv) tem novo problema com o pai (kevin Kline). Dessa vez ele resolve ser corno de uma ex-namorada, que está vivendo com seu progenitor. Ele sofre com isso ao ponto de machucar a mão esmurrando uma porta, quando soube da notícia. A sua ex é retratada como uma perfeita idiota. Não consegui entender tanto sofrimento por tão pouco. Mas tudo bem, estamos em Hollywood. Afinal o objetivo da roteirista é tão somente reforçar a fragilidade emocional de Adam diante das imtempéries da vida. Emma mais uma vez desconfortavelmente o ajuda a segurar as pontas.

O filme segue acelerado, mostrando cenas rápidas de transas fugazes até que Adam pede a Emma uma noite romântica para comemorar seu aniversário. Tudo começa divertido e bem, até que se transforma em desastre quando fica excessivamente melodramático. Isso é tudo que Emma não tolera, não suporta, foge léguas. Assim, resolve não vê-lo mais novamente.

O ponto de virada é o casamento da irmã de Emma. Naquele ambiente emocionalmente ampliado, lhe vem um acesso de saudade e um desejo de ter também um envolvimento contratual com Adam, que ainda lhe diz algumas por telefone, como se não quisesse mais nada com ela. É Emma quem tem de ir a luta para conquistar o homem de sua vida. Afinal, ninguém é feliz sozinho. O final é o clichê de sempre, que tanto satisfaz as mentes e os corações femininos ( a maioria deles, pelo menos.

No filme há uma nuance que merece destaque. Um médico, amigo de Emma, que também quer conquistá-la tem um Toyota Prius, um carro ecológico, que possui motor a gasolina e elétrico. No final do filme é revelada uma relação homossexual dele. O veículo sinalizando seu lado totalflex. Achei criativo e bem sacado.

No Strings Attached

EUA , 2011 - 111 minutos
Comédia / Romance

Direção:
Ivan Reitman

Roteiro:
Elizabeth Meriwether e Michael Samonek

Elenco:
Natalie Portman, Ashton Kutcher, Kevin Kline, Cary Elwes, Greta Gerwig, Lake Bell, Olivia Thirby, Ludacris

Um comentário:

Raquel Cavalcante disse...

O que é que sempre conversamos: o mundo e suas limitaçoes caretas. Esse filme poderia mostrar que as pessoas podem sim, levar coisas eternas de outras, sem necessariamente casar com elas. Emma é maravilhosa, mas aí é filme bobinho, ela tem que viver em funçao de alguém, tem que se prender quando nao tá nessa fase. Enfim, o sexo sem compromisso nao tem espaço, quando o ideal idealizado é todo mundo arranjado. Viva o namoro na hora certa e, pq nao, o sexo pelo sexo também.