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sábado, março 26

Restart apocalíptico


Talvez eu nunca tivesse ouvido falar em Restart ( uma banda de adolescentes que tiram um som alguma coisa entre o sertanejo de raiz e a Stefhany do crossfox) se não fosse uma frase rídicula sonorizada por um dos integrantes. O coitado disse não ter conhecimento da existência de uma civilização na região Norte do país, causando pesada indignação de alguns meios de comunicação de lá (por meio de comunicação, leia-se apresentadores espalhafatosos) .

Sem querer livrar a cara do autor da estapafúrdia e beócia frase restartista, é evidente que os revoltosos manauaras postos em vídeos espalhados pelo youtube estão buscando os holofotes. Tanto é assim que eu, que não tenho nada ver com isso, nem procurei me informar de coisa nenhuma que diga respeito ao caso, acabei sendo bombardeado por essas informações. Todos querem os seus quinze minutos de fama, ao que conta a lenda Andy Warholista.

O mais interessante é que todos os revoltados exigem porque exigem cultura dos restartistas, também nominados de restardados. Nesse mundo de espertos, só se engana quem quer. Como é fácil deixar aflorar preconceitos os mais diversos em momentos de choques culturais. Chamam tanto a gente de nordestino por aí a fora que nós (eu não) já nos consideramos como tal. Criaram até um tal de parlamento nordestino, com o objetivo de resolver os problemas da região(?).

Aliás, por nordestino, leia-se todo ser que migrou para o sul do país sem nenhum preparo formal, com vistas a melhorar de vida, deixando para trás um mundo de agruras. Não é esse o planeta que vivo. Não é essa a música que escuto, não são esses os meus ídolos, nem os meus heróis, nenhum deles, morreram de overdose.

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