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sexta-feira, junho 11

Ela É Demais para Mim


As comédias românticas seguem quase sempre o mesmo formato. O cara encontra a menina , ou vice versa, se apaixonam e por algum motivo que foge o controle de ambos se separam em algum ponto médio do roteiro, em seguida temos a preparação do grande finale onde o casal volta a se encontrar, fazer juras de amor eterno. Lágrimas são enxugadas, acendem-se as luzes, fecham-se as cortinas. É assim tanto em o belíssimo Notting Hill, com Hugh Grant e Julia Roberts como em qualquer versão de Cinderela.

Ela não é Demais para Mim segue a batida fórmula. O diferencial é que o cara (kirk) não é o gostosão pega-todas da maioria desses filmes,mas um magricela mal-enjambrado, loser, de emprego de baixa qualificação e fraca remuneração que tem a sorte de cruzar com a menina 10 (Molly), possuidora de todos os predicados físicos e ainda bem colocada na vida profissional. Ela acabou de passar por uma desilusão amorosa com um bonitão, por isso fragilizada o suficiente para olhar para aquele ser nota 5, como ele mesmo se classifica. Ela não quer correr mais riscos em ser deixada para trás. A teoria que é melhor comer sardinha sozinho do que lagosta com outros comensais.

É claro que os amigos de Kirk não deixam barato e o avisam que o sonho vai acabar a qualquer momento. A argumentação é o lugar-comum de que é muita areia para o caminhazinho dele, que já foi até deixado por uma menina nota 5, que o trocou por um cara que nem é esses balaios todos. É claro que o fim da história é por demais esperado. Acho que nem merece mais que três parágrafos. Filme para ser assistido sem compromisso. Dá para se divertir se não estiver pretendendo algo mais que um passatempo.

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