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sábado, junho 12

A educação


Uma jovem estudante, apaixonada pelas artes, mas de família em condições financeiras não muito propicias, conhece um homem uns 15 anos mais velho e com uma conta bancária abastada. A princípio ela ensaia alguma resistência aos galanteios, mas logo cede. A pai e mãe, sabedores das posses do pretenso genro, não colocam nenhum obstáculo ao namoro.

Para desfrutar do seu relacionamento, a jovem Jenny torna-se uma aluna relapsa, chegando a faltar aula. Certa que estaria vivendo os seus melhores dias. Antes do caso, ela era suficientemente boa para ingressar na lendária Universidade de Oxford, mas esse não seria o seu sonho, e sim dos seus pais, pensava . Que futuro teria após concluir ensino superior? Se transformar em uma professora? Muito pouco diante do horizonte que lhe era descortinado.

A sua vida de colegial se transforma em o melhor dos mundos hedonistas, com direito a viagens, festas e hospedagem em bons hotéis. Ela ainda reluta a entregar a virgindade, e marca prazo para isso, no que é respeitada. Afinal estamos na Inglaterra do início dos anos 60. Não Havia Beatles, nem drogas. O máximo de transgressão era fumar um cigarro e beber alguma coisa alcoólica.

O Filme segue mostrando a aventura e a iniciação de Jenny no mundo adulto até que tem um desfecho não muito surpreendente. Mas vale muito pela leveza como a diretora Lone Scherfig desenvolve a trama. Sem afetações, tratando os momentos sem julgamentos. Lone é dinamarquesa e integrou o movimento Dogma, que tem em Lars Von Triers (Dogville,Monderlay, Anticristo, Os Idiotas, O Grande Chefe) seu maior expoente. Esse é o primeiro filme da diretora que assisto. O suficiente para me interessar por outros. A educação vale o preço do ingresso para os que buscam histórias além dos efeitos especiais ou tridimensionais.

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