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terça-feira, maio 25

A Troca


Tenho uma certa resistência a filmes baseados em fatos reais. Primeiro porque a gente é forçado a pensar de que se trata de um documentário encenado, e muitas vezes não o é. Comum haver encenações que levam a história para além real. Segundo porque a inexistência de compromisso com as técnicas dramáticas, em nome da fidelidade aos fatos, pode transformar a diversão em uma maçante sessão de cinema.

Mas como fugir da tentação de assistir um filme protagonizado por Angelina Jolie e John Malkovich como coadjuvante? Complicado. Mas A Troca, mesmo baseado em fatos reais, não perde os elementos básicos que nos despertam o interesse na trama. Uma mãe solteira, Christine Walters tem o seu filho único, Walter, desaparecido. Após alguns meses, ela recebe outra criança. Percebe a diferença, mas a polícia, em busca de popularidade, tenta convence-la de que se trata do mesmo menino.

Inconformada, porque as diferenças são muito evidentes, inclusive o novo "filho" é cerca de 8 cm mais baixo, a protagonista passa a desafiar a polícia, em busca do seu verdadeiro filho. Tão afronta não é bem vista e o delegado, que já havia encerrado o caso, a leva sob custódia para interná-la em uma clínica psiquiátrica, com a total conivência do sistema médico da época.

Crhistine além de lutar para encontrar o seu verdadeiro filho, passa a ter de enfrentar toda uma estrutura que prefere lhe ter como louca a reconhecer os seus próprios erros. E só consegue o seu intento com o auxílio de um pastor, vivido por Malkovitch.

Este filme foi lançado no Brasil há um ano. Na época, não tive a oportunidade de assistir. A experiência também vale por se tratar de um filme de época, ambientado no final dos anos 20, com caracterização muito bem elaborada. O fato de ser baseado em história real não reduz o impacto dramático e nos confirma que um bom roteiro é sempre mais eficiente do que a fidelidade ao pé da letra ou dos fatos.

Um comentário:

Raquel Cavalcante disse...

Eu já havia visto este filme havia um certo tempo. Me chamou atenção o fato de que quando você acha que o filme está ficando monótono, acontece uma reviravolta. Sou um pouco suspeita pra falar de John Malkovich, acho que realmente ele consegue ser um ator versátil. Porém, a Angelina Jolie eu ainda tenho um certo preconceito em alguns papéis. Ela tem uma cara muito característica. Uma cara muito sexy, como na parte que ela vira de rabo de olho para o delegado, algo que não casa com o drama.