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sexta-feira, dezembro 4

Abrazos Rotos


Almodovar é Almodovar. Tudo o que se falar ou se escrever em relação ao seu trabalho estará contaminado pela celebridade que o diretor conquistou. Merecidamente, diga-se. Dificil fugir disso. Abrazos Rotos, seu filme mais recente, já recebeu críticas positivas. E há também gente dizendo que não é o seu melhor momento. Mesmo um trabalho mediano para um Almodovar, com a sua assinatura, tem outro nível de qualidade.

É tipo aquele Rembrandt do museu de São Paulo. Quando uma comissão de ilustres estudiosos da pintura levantaram suspeita quanto a originalidade da obra, o olhar mudou, já que este é intrinsicamente ligado às valorações subjetivas da arte. Bons nacos de prestígio foram para o espaço.

Assim também são os Abrazos Rotos. Já que se trata de um dos melhores diretores em atividade, tendemos a gostar do que vemos. Ou a se desfazer da obra só para ser um iconoclasta. Mas pela minha modesta opinião, o filme merece ser visto. Antes se ser intelectual, é a história de uma mulher que em um momento difícil da vida resolve lançar mão de seus atributos para encontrar uma saída. E consegue, mas o preço a pagar é alto.

O filme é bem amarrado, com vários momentos de climax ao longo da história. E para mim uma história é bem contada quando temos o forte desejo de saber o que vai acontecer em seguida. Não há juízos de valores, nem lições de moral. Em uma quase metalinguagem, o filme nos diz que o mais importante é a história ser bem contada.


Achei interessante Almodovar citar a atriz Goldie Hawn, através das perucas e um dos filmes dela ( Recruta Benjamin), quando Penélope Cruz está na cama.

Recomendo, sem restrições. Sem falsos moralismos.

3 comentários:

Mr.Nivram disse...

tenes razon

anne disse...

o jeito que você escreve sempre me surpreende.

Aninha Leme disse...

depois dessa crítica vou ver o filme abrazos rotos com urgência!

besos