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sábado, novembro 17

Estado de sítio


Um bocado de doido dentro de uma caverna na Rússia. Frio de inverno boreal de rachar perturbando o juízo. Todos à espera do apocalipse que nas contas deles aportará no planeta por volta de maio do próximo ano. Mais uma dessas seitas que pontilham o mundo da fé e atrai seguidores. Por mais malucas que sejam as suas idéias, não se preocupe, haverá alguém, tão maluco quanto, para seguir.

Geralmente ficam mais expostos quando o grupo é pequeno e adota alguma postura diferente do conjunto da comunidade em que habita. Mas será que são mais normais os que seguem um cavaleiro do apocalipse que nem o George Bush? Mentiroso deslavado que empurrou uma nação inteira para uma guerra, ceifando vidas humanas pela mais mortífera tecnologia de destruição jamais vista.

O grande mal parece ser apegar-se a idéias sem nenhuma reflexão, sem ao menos abrir um pouco a cabeça e imaginar o que poderia acontecer se as coisas fossem feitas de forma diferente. Lembro-me na época em que estava na faculdade e um grupo de militantes anarquistas pregava o voto nulo nas eleições com o slogan “Não sustente parasitas”. Vendiam a falsa idéia de que o protesto via urna iria deixar assembléias, governos, câmaras municipais, senado sem ninguém. Na realidade, nem sei se eles sabiam do que falavam. Ou se quando passasse o efeito da maconha estragada eles iriam voltar ao mundo real.

Outro dia, um grupo de protesto tirou a roupa em pleno Iguatemi, chamando atenção para o desmatamento desenfreado do mangue do rio Cocó. Será que movimentos desta forma prosperam? Ou o fim do mundo vai vir em doses homeopáticas, via aquecimento global, que ninguém quer parar. Se é o homem o único agente destruidor da natureza, está na hora de se controlar o tamanho desta população. Ou é isso, ou prepara-se para ouvir mais uma catástrofe anunciada pelos jornais nacionais da vida.

Alguém conhece esses malucos?

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