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sábado, maio 16

Pela democratização da cultura

Estou decidido a criar uma ONG. Já tem até nome. É Movimento em Defesa do Livre Acesso à Cultura Digital - O MODELA. Nada como sofisticar um pouco no batismo para defender uma causa que muitos já julgam como legalmente perdida. Mas se tem quem está se lixando para a opinião pública, tem também aqueles que precisam da opinião pública para sobreviver. Determinados políticos compram votos e consciências, mas outros se locupletam da mobilização popular. Não é assim? Ou estou muito enganado?

A minha ONG vai defender o que vem sendo equivocadamente de pirataria. Hoje, quando se faz um download de qualquer música, filme ou livro pode ser enquadrado em descumprimento da lei do direito autoral. É claro que ninguém nunca viu nenhum autor reclamando de pirataria. Só quem reclama é gravadora, estúdio ou editora, que são aqueles que enricam a partir da criatividade dos outros. E o pior se utilizam de pseudo vazamento de obras pra amealhar somas cada vez maiores de grana.

Explico. Tudo mundo sabe, ou pelo menos ficou agora sabendo que o filme Wolverine teve uma cópia pré-finalizada disponibilizada na Internet. Downloads se multiplicaram e muitos puderam ver a obra antes do lançamento pelo cinema. Ao contrário de esvaziar as salas de projeção, o que seria uma pirataria foi um golpe de marketing. Moral da história é que só na primeira semana Wolverine faturou US$ 87 milhões batendo todos os recordes de bilheteria da história. Muita coincidência, não? O mesmo aconteceu com Tropa de Elite, que também foi pra rede antes da tela e também se transformou em campeão de público no Brasil, o maior de todos de 2008.

Provado e comprovado que não é a divulgação das obras que impede as vendas. O que está fechando lojas de CDs são os altos preços cobrados. É incrível como alguém quer faturar mais de R$ 40, 00 quando não gasta nem R$ O,50 para produzir. É sobre isso que vou me posicionar. Com download free e preços acessíveis, tenho certeza que as produções vão novamente conseguir grandes tiragens. E quero o apoio de todos os autores...Vamos a luta companheiros!!!
Quem quiser participar do movimento, deixe um comentário aqui embaixo.

4 comentários:

Fernanda Sousa disse...

o/
4shared para todo o sempre, amem!
=]
como tudo que tem politica no meio, isso eh pra beneficiar poucos e phoder com a vida de muitos, ou seja, nós. e eh claro mascarada pela mentira de que os "pobres artistas" perdem muito com isso, afinal tem q ter um bode espiatório pra isso, neh?

Dri Viaro disse...

boa semana!!
bjs

Jane Murback disse...

Cara, eu ainda tenho um certo drama de consciência qdo faço downloads na net. Deve ser porque sou "do tempo" do CD.
Mas eu acho super interessante esses esclarecimentos, até pra que as pessoas saibam diferenciar as coisas e façam suas opções da forma mais clara possível.
Abç.

ainternetenossa disse...

Eu acho muito interessante essa iniciativa, até porque, desde o início, quem construiu a era digital foram os próprios usuários, empresas, empreendedores, interessados e curiosos.
Eu sei que tem o lado pirata da história. Não querendo referir-se especificamente do “pirateamento” de músicas, filmes, jogos e etc. Mas sim, daqueles que têm a má intenção ao criar uma página clonada de um site de banco, mandar spams, vírus e spywares no seu e-mail, incentivar a pornografia infantil, ao praticar crimes por intermédio da internet e mais um monte de crimes que atingem diretamente uma pessoa física. Porque esse tipo de crime é o maior problema. Agora piratear algum software, música, filme e etc, não é nada legal, mas você estará atingindo uma pessoa jurídica (como bem dito neste post, a gravadora) e não o direito de viver de uma pessoa.
Eu desconhecia o caso do filme Wolverine, mas eu concordo plenamente que, ao piratear um filme ou uma música e distribuir na internet, pode ser feito uma jogada de marketing e lucrar mais do que se ela não fosse pirateada. Basta o autor da obra saber jogar, não tem jeito, o mundo muda, as pessoas mudam e o comércio deve se alinhar, ou se precaver, sobre essas mudanças.
A minha conclusão é que, você deve continuar com essa ONG, o governo deve saber até onde ir quando se cria uma lei ou restringe algo na internet e os usuários devem seguir em frente. Mas sempre respeitando uns aos outros e fazer da internet uma fonte de informação, um caminho para a comunicação e uma porta aberta para o empreendedorismo.

Abraços,
Lucas Martins.

Não deixem de visitar meu blog http://ainternetenossa.wordpress.com