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sábado, dezembro 29

Diário bordo II - 27.12

Tripulantes – Agamenon, Jiçara Sara, Lucas e este escriba

Crato – Feira de Santana

Depois de dormimos no Crato, fomos depertados com uma mesa farta preparada pela Jéssen. Em pouco tempo também chegou a casa, localizada no Granjeiro, o Alemberg que nos atualizou sobre as últimas fuleragens acontecidas no Cariri e alhures. Para quem não leu os posts anteriores, quero avisar que a viagem em curso tem como destino extremo a cidade de Diamantina, em Minas Gerais. Estamos tocando sem nenhuma preocupação de horário para chegar ou sair de qualquer lugar. Enquanto o barco vai sendo tocado, estamos examinando a possibilidade de darmos uma esticada até Vitória. O Agamenon desfruta de uma amizade com Vitor Buaz,que poderá nos receber por lá. Também outras alternativas estão em estudo para pousar em terras capixadas.

Hoje vivemos momentos de extrema emoção. Após cruzar o rio São Francisco de balsa, e seguir viagem, descobrimos que nesta extrema da Bahia os postos guardam uma certa distância entre si. Ao mesmo tempo aprendemos que o consumo de combustível de um Fiat Idea em velocidade de cruzeiro é extremamente elevado. Não chega a 9 km/h, quer seja usando gasolina, ou álcool. Moral da estória é que chegamos a um posto depois de rodar cerca de 150 quilômetros em suspense se íamos ou não ter uma pane seca. Fomos para reabastecimento com apenas 0,4 litros no tanque, segundo os cálculos do Lucas. O marcador do tanque chegou ao fim da reserva, e o computador de bordo não indicava mais nada no tanque. Por conta do susto, uma boa parte do trecho até a cidade de Euclides da Cunha foi percorrida sem ar condicionado, para efeito de economia de combustível. Particularmente, eu duvido que a tática tenha surtido algum efeito, em decorrência da velocidade que vínhamos.

Um novo acidente encontramos, quando nos aproximávamos de Feira de Santana, onde estamos agora. Este, provavelmente com vítimas. Alguém, provavelmente, esqueceu de colocar o cinto. Barbas do vizinho pegando fogo, pomos a nossa de molho. Vamos pernoitar aqui, depois de termos visitado o shopping Iguatemi local. Bem ruizinho, e o atendimento é de qualidade baiana. Jantei num self service. A idéia é percorrer amanhã uns 1000 km. Isso se a Jiçara não continuar querendo parar em toda placa de coca-cola que avista, para comprar gelo ou qualquer outra coisa, como tem feito até agora. Vamos ver.

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