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sexta-feira, junho 24

Matador em Perigo e Assassinato à Preço Fixo



Depois de Homens com Cheiro de Flor, do Joe Pimentel, mais dois filmes sobre pistolagem me chegaram aos olhos, por esses dias. Matador em Perigo e Assassino à Preço Fixo. O primeiro é um triller de ação, refilmagem de uma produção de 1972, interpretado pelo sempre cara de mau Charles Bronson. O segundo, uma comédia.

Mas os dois tem uma coisa em comum: procuram fazer com que o público se identifique com o matador. Acho que isso tem a ver com o momento em que os Estados Unidos passam, se obrigando a promover assassinatos em vários pontos do planeta. Aliás, penso que nunca existiu um tempo em que os americanos não estivesse à caça de alguém fartamente estampado como inimigo da humanidade.

Em Assassino à Preço Fixo, o sempre canastrão Jason Statham faz o que está tão acostumado a repetir nas telas: exibição de músculos, alguma arte marcial, a impessoal expressão facial que serve tanto para mostrar felicidade, tristeza, alegria ou raiva. Quem já assistiu qualquer interpretação(?) desse ator viu todas. O assassino codinome o Mecânico, interpretado por ele, inicia o filme promovendo um assassinato contratado a preço de ouro na Colômbia. Claro, o inimigo deve ser controlador de algum cartel de coca, apesar de isso não ficar explícito. Nada mais justificado do que assassinar em território estrangeiro e nenhum julgamento formal um traficante.

Logo após esse assassinato que abre o filme, o Mecânico é contratado para dar cabo ao seu antigo contratante, sobre a alegação de que ele estaria pondo em risco a indústria de homicídios. É um velho amigo seu, mas fazer o quê, quem paga, tem direito ao serviço. O matador cumpre a missão, mas só depois descobre que foi enganado. E aí passa a perseguir os seus contratantes. Pronto, o filme é esse. Um caçada com todos os requintes de estúdio e de efeitos especiais que Hollywood permite. Tudo feito às claras e sem a menor preocupação com o aparelho estatal. Polícia não aparece sem como coadjuvante. Para quem gosta do gênero, boa sorte, ideologias à parte.

Matador em Perigo é mais divertido. Uma comédia onde o pistoleiro Victor Mainard ( Bill Nighy de Piratas do Caribe) passa-se por um lord inglês. Ou melhor, tenta ser esse lord, e até estuda francês. Mas ele não é o protagonista. Esse posto é ocupado por Rose (Emily Blunt de O Diabo Veste Prada), uma ladra inveterada, que rouba tudo que vê pela sempre. Ela resolve dar o seu golpe de mestre, vendendo uma falsificação de Van Gogh. Só que a tramoia é descoberta e o colecionador lesada contrata o pistoleiro para matá-la.

Porém, em vez de cumprir a sua tarefa, Mainard prefere defendê-la de outros pistoleiros, os próprios capangas do colecionador, que por conta e risco pretendiam executar Rose, numa tentativa de agradar o patrão. Após um tiroteio em um estacionamento de prédio, Rose e Mainard escapam em um carro e ela o contrata como segurança, sem saber que ele havia sido incubido de sua execução.

A comédia é bem divertida. E pelas informações não será levada as telas, se resumindo a DVDs em locadoras. Para ver sem compromisso.

Assisti também recentemente Sucker Punch, um filme estranho, que se alguém desejar posso comentar alguma coisa a respeito.


Matador em Perigo' (Wild target)

Elenco: Rupert Grint, Bill Nighy e Emily Blunt

A trama é uma refilmagem de Cible Emouvante, do diretor francês Pierre Salvadori.

Direção: Jonathan Lynn.




Assassino à Preço Fixo (The Mechanic)

Elenco:
Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland, Jeff Chase, Joel Davis.

Direção: Simon West


PS. Também assisti o novo X-Men. Nada a comentar. Mais do mesmo.

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