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domingo, novembro 8

Coisas apenas

Muitas vezes, quase o tempo todo, o nosso cérebro, nossa consciência, ou qualquer outra coisa que venha a substituir uma dessas duas premissas, nos impõe desejos que logo são associados a nossas metas de felicidade. Seremos tanto mais felizes o quanto tivermos condições de atender a esses anseios que batem à porta de todos. A incapacidade de alcançá-los nos levaria ao desânimo, à tristeza, e, quando mais acentuado, à depressão. Há pessoas que simplesmente sucumbem a uma frustração mínima. Se duvidar, bem poucos estão fora desse contexto.

Mas como a lógica que a tudo governa é impor níveis de consumo como forma da satisfação humana, vide os IDHs da vida, se estabeleceu o conceito de que se você não está adquirindo bens (sejam eles culturais, materiais ou afetivos) é por falta de determinação sua. Você precisa se organizar minimamente em busca de desenvolver uma atividade que seja adequadamente remunerada para satisfazer as suas necessidades, ou anseios, ou angústias.

É meio óbvio que o resultado disso passa necessariamente por mais angústias. Não dá pra escolher tudo e as opções que adotamos nós levam em direção das dúvidas do caminho não escolhido. diante disso, vamos adotando modelos reducionistas, criando certezas no mar de dúvidas ou adotando padrões morais advindos de alguma fonte de controle social. Nossa forma de se comunicar com o mundo vai recebendo freios e, é claro, ninguém vai saber verdadeiramente quem eu sou, ou o que eu penso do mundo.

Parte 1

4 comentários:

Fernanda Sousa disse...

minha meta de felicidade de agora: passar num concurso público. vamos ver quanto tempo vai durar até as frustrações começarem a aparecer.

Clararipe disse...

Julío e sua bela forma de escrever!
Até me inspirei!
Felicidades pra vc! =)

Coisas de Lulu disse...

É muito bom, mesmo.
Um abraço!

Dani disse...

Algumas das minhas metas já foram atingidas, mas como tudo muda de lugar e de forma o tempo todo, tenho novas metas. Agora menos ligadas ao trabalho, mas às questões sentimentais, que, de uma forma geral, sempre governaram a minha vida.
Se a vida sentimental vai mal, meu amigo, todo o resto de mim tende a se ressentir.

Abs.