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quarta-feira, julho 8

De de cientista e de Loki...


Ontem assisti ao filme sobre a vida do Arnaldo Baptista. Cabeça dos Mutantes, criatividade a mil, encantou toda uma geração em meio a uma feroz ditadura e a muito consumo de psicoativos, os mais diversos. Ao de seu irmão e de Rita Lee formou a mais inusitada tríade artística do país, reconhecida em todo o mundo iniciado das notas musicais de alta qualidade. A produção porta inclusive apresentações dos novos mutantes na Inglaterra e depoimento do filho de John Lennon sobre as qualidades de Baptista.

Infelizmente a nota triste é a ausência de um depoimento contemporâneo de Rita, que foi casada com Arnaldo e que o deixou por não mais aguentar um convívio muito intenso e sufocante, até certo ponto.

A separação, ao que pude deduzir, precipitou a pirada de cabeção de Arnaldo, que chegou até tentar o suicídio saltando do quarto andar de um hospital psiquiátrico. Escapou, mas seqüelado. O amor de uma fã, hoje sua esposa, o salvou.

O filme tem o grande e inigualável mérito de fazer justiça a uma biografia que merece reverências as mais diversas. Tom Zé, Gilberto Gil e Nelson Mota estão lá, tecendo loas a um dos mais criativos brasileiros. Apesar de todos os ácidos, todas as pirações, todas as infantilidades e por elas, ele existe.

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