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quarta-feira, outubro 24

Caçando pipas e cifrões


Conclui finalmente a leitura do “Caçador de pipas”. Poderia, definitivamente, ter ficado sem este. Mas de tão laureado, resolvi ir até o fim para encontrar alguma coisa que minimamente justificasse tanta fama. Confesso que não encontrei. Livrozinho dentro dos padrões normais de temperatura de pressão, que poderia ter sido escrito por qualquer Sidney Sheldon ou Frederick Forsyth da vida.

O escritor afegão Khaled Hosseini, residente do coração do Estados Unidos, não herdou nenhum traço cultural do seu antigo país, ao visto. Pelo contrário, os valores impostos ao leitor desavisado são bem ocidentais. Estória comezinha, de violenta vertente sentimentalóide, sem deixar de dar suas alfinetadas no Talibã e na gestão socialista títere da ex-União Soviética. O grande barato era o Afeganistão monárquico onde os homens de bem eram respeitados por suas virtudes e suas posses. Passo batido nestas abordagens etnocentristas. O filme sobre o romance já está sendo rodado (vide foto acima), do qual passarei ao largo.

2 comentários:

Priscila disse...

Até que enfim encontrei alguém que não achou nada demais nesse livro. Eu odiei. Parece enredo de novela mexicana, feita sob medida para levar às lagrimas. Até escrevi um post sobre isso, mas estou com preguiça de procurar hehehe. Vc visitou meu blog, agora estou visitando o seu. Legal te encontrar ;)

Fátima Abreu disse...

Júlio, vc é a segunda pessoa que tenho muito respeito que me desestimula a ler o tal livro. Agora, desisti de vez. Um abraço.