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segunda-feira, dezembro 26

Certas respostas

Estranho pensar que somos todos

Como folhas lançadas ao vento

Sem vontade, se apinhando como

Aneurais fôssemos.


Chegamos aqui pela irracionalidade do destino?

Não há nada dentro de mim que me guie?

Que sentimentos brotam a ermo de mim

E de todos vocês?


Trago, mesmo que em ínfima parte,

Traços de consciência.

Não do que eu sou,

mas do que me limta

e me impede da desintegração


Também me cortam,

De cima a baixo,

Todas as minhas escolhas

Do que eu quero e do que eu

Repilo.


Não há porque responsabilizar

O acaso, pelos sentimentos

Que brotam em mim.

Há em cada pulsar, cada fluir

O consentimento

do meu próprio querer.